Escolhi essa vida
Entre o trabalho alienante e o sono
estressado
Pelo sonho acordado de andar por ai
Dividi minha vida
Entre o Momento de ser homem da
sociedade
E quando me tornei um homem pela
Sociedade
Segui minha vida
Produzindo não só para mim
Fazendo algo por mais alguém
Ah, Poesia!
A qual não respirava afogado em papeis
de firma
Agora brado a toda gente que anseia
arte
Oh, Mentira!
Que falava pra conseguir comer
Hoje revelo pra continuar a viver
Ah, Policia!
Não me incomodava no andar apressado ao
trabalho
E me para enquanto faço o meu
espetáculo
Oh, Motivo!
Pois a licença para trabalhar não me
fazia pensador
Já Licença Poética não me faz um
“trabalhador”.
Ah, Verdade!
Estava preso pelo paletó, gravata e
sapato engraxado
Revelo-me nascido brilhante artista recém
libertado
das amarras dos demais, pobres e enganados...
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