domingo, 10 de junho de 2018

Detalhes...



Algumas pessoas vão parar de ler bem aqui
Ou vão ler só de birra por que leram acima
As pessoas não querem ter tempo pra ler
Elas não querem ter tempo pra escutarem a si mesmas...
Um copo d'água pra quem está se afogando
Uma notícia de uma pessoa desinformada
Uma informação de noticiário sem conteúdo
Muitas pessoas perguntando ao mesmo tempo
Nenhum tempo pra  pensar na resposta
Queria a resposta da minha pergunta:
Onde eu me perdi?
Não me entenda mal
Você provavelmente não entendeu o que eu disse
Eu estou aqui
O que eu perdi foi a outra parte
Ficou para trás na pressa
Na correria
Na resposta rápida
nas tarefas cumpridas
Nas noites pouco dormidas
No tempo que passei seguindo em frente
Mas não sei onde me perdi lá trás
Perdi minha companhia de quando fico sozinho
a minha outra parte
agora quando não tem ninguém por perto
não me conheço mais
Pois perdi o que conhecia
As vezes penso que não me conheço mais
Vendo todas as pessoas se expondo 
Acho que as pessoas também não se conhecem mais
Talvez se expõem pra alguém dizer o que elas são
Por falta de olhar e conversar com elas mesmas
Eu olhei, e percebi que me perdi
Por isso vou tirar uma foto
Enquanto procuro
Não importa onde estiver
Na rua
Em casa
No Clube
No Bar
Rio de Janeiro
Rio de nervoso
Alguém me ajuda a procurar?

sábado, 12 de maio de 2018

Vender pão por quilo...



Decidi com muita dificuldade falar sobre qualquer coisa que me vier a cabeça agora, logo posso garantir que qualquer título que vier a colocar nesse texto não fará nenhum sentido com o que aqui vai escrito, e talvez quem sabe você possa levar essa lição pra sua vida, afinal de contas, na maioria das vezes a propaganda é a alma do negócio, adquirir algo que te dê um título, mesmo que não faça sentido pra você é algo muito comum, talvez você tenha desaprendido a se importar com o que acontece e ninguém vê...
Vindo aqui neste espaço onde o pensamento se liberta em forma de palavras vejo alguns rascunhos de texto. esquecidos, começados e nunca terminados. Ao ler esses fragmentos que provavelmente nunca vou terminar, penso na pessoa que eu quando comecei a escrevê-los, por consequência o que me levou a colocar aquelas palavras sobre a página em branco... café, a noite fria, o chuveiro em chamas... mania de quem tem muita coisa pra falar sobre qualquer coisa, tem muita coisa pra fazer, mas pouco tempo pra fazer e por isso as histórias acabam não sendo escritas e aquela pessoa que eu nem sei mais quem era não me conta mais sua história... eu gostaria saber o que você tem pra dizer depois de um longo dia de trabalho, quem sabe nessa noite poderíamos tomar uma xícara desse café enquanto te ajudaria a trocar esse chuveiro por um novo...
Queria aproveitar e me desculpar pelo fato de não ser tão sincero comigo mesmo, acho que ninguém é o tempo todo, por fingir que não é comigo e deixar passar, pela vontade de dizer algumas coisas e no final só não responder, de tirar um tempo para fazer algo pra mim e fazer algo por alguém, por não ter lido o tanto que queria pra fazer algo "necessário", por não ter nunca ter tido adeus pra algumas pessoas, pelo sonho ruim que achei melhor não contar...
Acho que por ora era isso... vamos ver se consigo continuar escrevendo, no mais... aceita uma xícara de café pra me acompanhar? 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Um Brinde!



Hoje voltei a me embebedar de palavras 
e tudo aquilo mais que vivia todos os dias a bebericar
dos desamores
dos fins
dos começos
da platéia que urrava em mina cabeça
a cada tropeço
queda
e espetáculoso reerguer
e pra começar o que pode ser
mais um desses amores literários
com data pra terminar
me veja uma bela dose
de seus mais apaixonantes toques em minhas mãos
daquele olhar que nem vejo e já gosto tanto
da sua sua bobeira pra misturar a minha bebida
e o seu par de pés
junto aos meus
Vamos começar? 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Infinito



Enquanto você dormia, eu assistia a um filme, enquanto você sonhava eu me tornava um filme, enquanto você virava pro lado, sonolenta, o filme acabou e acabou comigo... Justo eu, que a face lembra o sertão, cheio de emoção, calor e seco de qualquer água que venha a brotar de meu solo, que rara as vezes abençoado a água da chuva, que as vezes recebe o choro de alegria ou de tristeza dos meus, tomei a liberdade de transbordar como se estivesse ali toda a água que nunca existiu, mas estava lá.
Sempre me pergunto dessa falta de água, desses dois rios que parecem nunca brotar, nas horas que mais se precisa. Mas esta nesta noite, as emoções de todos os meus anos, como se eu tivesse novamente... 16, 17, 18, 19, 20 anos novamente vieram a tona, todas as pessoas, todas as situações, todos os sims, todos os nãos, todos os Adeus, todos os "Fica com Deus", todos os silêncios e palavas não ditas, todos os beijos que recebi, todos os beijos em quem eu gostava e que não foram meus, todos os "vai ficar tudo bem", todas as decisões tomadas em cima da hora, todo o "eu te amo", todos os "eu sou seu amigo", todas as vezes que eu também disse isso, e tudo flui e os olhos desta tempestade doem de tanta falta de uso e me fazem querer viver tudo isso novamente.
Nunca tive tanta vontade de viajar pra perto de cada uma dessas pessoas pra dizer que as amo tanto, ou e das outras pega-las pela mão e gritar nas suas faces o quanto me fizeram sofrer, tanta dor, como se meu grito as sufocassem até quase morrerem, por que naquela hora, onde pude ver o que tinha me tornado, de tudo o que tinha acontecido, eu me senti infinito! 
Assoei o nariz, abri a porta, acariciei minha gata no colo, e disse que gosto muito dela, olhei as luzes da cidade, olhei as luzes das cidades do meu passado, limpei os olhos vermelhos, lembrei de olhos vermelhos que nunca vi, fui para o quarto, dei-lhe um grande beijo e a desejei boa noite.

"Nós aceitamos o amor que achamos merecer"

Foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção... como eu te amo!

sábado, 23 de agosto de 2014

Ibaiti



Andava pelo passeio público, coisa que a tempos não fazia. Quando as pernas denunciaram o cansaço, que o corpo todo sentia, estacionei próximo a uma farmácia, sobre uma das placas que indicavam as ruas, previamente entortadas por pontapés recheados de algum sentimento ruim. Só paz naquele instante.
De longe avistei uma placa que dizia, modo de falar pois não ouvi nenhuma palavra: Estacionar permitido 15 minutos. 15 minutos. Comecei a observar então todo o ambiente ao redor... 
Os pássaros não voavam, planavam levemente no ar como se uma mão invisível os segurassem brincando com eles no ar. As árvores balançavam calmamente com belos tons de verde de blusas de camurça e as nuvens pareciam pequenos punhado de claras em neves derramados por acidente na imensidão azul. 15 minutos. As pessoas iam e vinham:
_ Bom dia! - expressava-me com um sorriso e este raramente não era respondido por pelo menos um leve gesto de cabeça e um sorriso ora tímido, ora tenha um bom dia também! 
Os carros já saiam dando lugar a outros clientes, com diferentes carros, pessoas, necessidades, histórias, 15 minutos.
Olhando essa velha cidade me lembrei de muitas coisa que fiz enquanto passava naquela mesma esquina, da qual me permiti ficar parada ali uma única vez quando ainda não existia limite de tempo. Ali vi o agora acontecendo e o passado passar do outro lado da rua, me olhar, desviar o olhar, coçar a cabeça, provavelmente pensar em várias coisas, atravessar, olhar os carros, olhar a mim de novo, e seguir seu rumo enquanto eu saia da minha vaga, sair da visão do passado, voltar pro agora, alguém vai estacionar aqui não posso ser egoísta, afinal são apenas 15 minutos.

Fiquei pouco tempo, não sai o mesmo.
   

domingo, 20 de abril de 2014

Não é pecado esquecer, mas doí pra quem lembra por dois...


Fazia frio, mesmo para as noites quentes de abril, e não chovia do lado de fora. Meu olhar se perdia bem onde o limite de minha cegueira noturna distinguia o contorno da coberta que cobria o seu sorriso e seu corpo. Poucos segundos atrás tive a imensa incerteza do que queria te dizer mesmo sabendo que tudo andava tão fora do comum que eu até já não dormia sozinho e também não atendia tanto o celular. Seu olhar sonolento naquela hora da madrugada então só me fazia ter mais vontade de arriscar algo do que prolongar minhas angústias de uma pergunta que te fez ficar mais confusa ainda do que eu, provável, mas devo te dizer que foi um dos meus maiores momentos de coragem, devido as circunstâncias, nem posso considerar quando fui conhecer seus pais em cima da hora, tive muito mais medo de te falar naquele instante do que falar sobre futebol com quem eu beijo a filha. Foi profundo, rápido, tipo um raio, a primeira reação é um choque, olhar estático e a luz do olhar que encara, depois a dor no peito, os dentes serram e o coração bate com o ensurdecedor som da pergunta, em seguida o medo das consequências do golpe, de responder e sobreviver a tudo sem certeza nenhuma, nesse caso com "eu quero", fui eu quem morri, de gosto, e naquela hora só queria te amar, e me importar com mais porcaria nenhuma.
Talvez agora entenda a falta de brilho no meu olhar, de luz, de choque, e de som naquele dia quando tive que me importar com todas as coisas e não ter tido tempo de te amar quase de maneira alguma, só de lembrança e de ir embora sem te ouvir dizer que se lembrava também...

segunda-feira, 17 de março de 2014

Momento...


O tempo é uma brincadeira inventada pelo homem ou talvez uma brincadeira que inventou o homem.
Desvio o olhar pra janela e deslumbro um pequeno espinhoso, ali sutil, na sua residência ensolarada crescendo graças aos inúmeros processos biológicos envolvidos naquele corpo, verde esmeralda, com o tempo.
Como pano de fundo vejo o céu, metade calmamente coberto, como se estivesse parte com frio e parte com as pernas pra fora, nuas e confortáveis, como as pessoas que dormiam abaixo dele, sobre o vento que acariciava os cabelos e as pipas que se viam subindo embaixo da rua. Que dia bonito.
Porém ao olhar pela mesma janela agora não vejo o mesmo cacto, ele já não é da mesma maneira... ele acabou perdendo um dos seus braços, vítima de uma peculiar acidente com travesseiros selvagens, nada muito sério, o restante do indivíduo cactáceo encontra-se com outros dois prolongamentos fortes e verdinhos, com alguns arranhões de animal doméstico, reza a lenda, mas tudo bem.
O céu, por outro lado, está coberto inteiro com um temperamento cinzento e derrama por todos nós suas opiniões e argumentos trovejantes que rasgavam tudo em seu caminho, e entre perdigotos e hálitos gelados varriam toda extensão da qual se enxergava pela janela.
Tudo isso ocorreu por que tudo muda, afinal o mundo não é uma fotografia de um cacto num parapeito de janela sob o céu azul cheio de nuvens pairando sobre ele, o tempo, talvez, seja ser ou não ser, brincando de transformar, brincando de fingir que não existe pra ninguém notar ele brincar ali atrás de tudo, brincando de me envelhecer e fazer brincar de falar do tempo... Que tempo bonito.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Mamão


Obrigado por esse dia
você nasceu nele
e nele nasceu uma história
a sua.

E como no dia que nasci
nasceu comigo minha história
aquela que muita gente não conhece
e quem conhece se assusta.

E nessas histórias que bailam
e se entrelaçam
nasceu a nossa história
nada mais nada menos que o conjunto das duas.

Por isso, hoje é um daqueles dias importantes
que pouca gente sabe
ou é importante pra pouca gente
Existe pouca gente importante de fato.

Você importa
eu te importuno
você nem liga, passa pela porta
me abraça e rimos juntos

Feliz Aniversário!
Feliz seja a sua história!
Feliz seja a nossa História!
Que pés lindos nasceram com você!

Eu vi, eu vejo, e Percevejo o sangue que sobe nos lábios seus!


Me deixa embriagado de vida toda sua desenvoltura raivosa que rasga nossos diálogos ao meio com suas garras vorazes, que já pronta arranca cada palavra ou razão de algo que tenhamos para dizer, substituindo assim os por quês por gemidos guturais e me presenteia com respostas confusas que nem sequer tenho a pergunta, o que te deixa ainda mais... linda.
Eu não ajudo muito a conter sua explosão, pois fico perdido olhando aquela veia que salta pelo pescoço que eu gosto de acariciar enquanto você fica cada vez mais poderosa, na adrenalina e na emoção me atira o vaso que ganhamos de casamento de sua tia-avó que você sempre odiou.
O olhar, que agora deixou muda qualquer semente de pensamento que cultivei entre seu último beijo e o prato de comida que esqueci de dizer que estava delicioso que foi parar do chão em mais um de seus shows, me faz lembrar o dia que me xingou pela primeira vez em nosso primeiro encontro enquanto me lançava o ainda desconhecido mirar: "É melhor você correr, seu ordinário!" e eu não queria mais deixar de te fitar seus olhos avermelhados.
Agora você me fita enquanto de camarote vejo seus pés se mexerem num descompasso engraçado enquanto suas mãos perigosamente fazem malabarismos com os cacos quebrados próximos ao meu rosto embasbacado de como rebola sensual enquanto grita que queria um pouco mais de atenção, mesmo não percebendo que comprei todos os lugares do apartamento pra te ver todos os dias o seu espetáculo.
O salto 15cm de um elegante mulher de vestido vermelho não se compara a um pontapé do pé tamanho 36 que queria ter ido ao teatro, mas foi convidado pra festa de 80 anos do patrão e deseja muito um pouco de arte e nesse fogo que no peito arde lança-se ao ar voadora buscando o minha boca, que é também sua, que não a disse pra deixar de formalidades e mandar seu patrão merda e ver as pessoas nuas vivendo situações cruas de amor, violência e felicidade nos palcos do teatro da vida e da arte e apenas com uma marca de tênis nas costas viro a chave do cadillac.
O que acho muito engraçado, pois o que tem de vaidosa tem de furiosa e não liga nem um pouco de deixar seus lindos cabelos recém chegados do cabelereiro parecidos com uma juba de leão se for pra deixar o tom da conversa mais ameaçador e as maravilhosas unhas cor de anis como garras gastas nas minhas roupas ao tentar me apertar, machucar, pra me trazer pra perto, pra dizer que sente minha falta e eu também, porque eu te amo menina mais raivosa do meu mundo, são só alguns dias, já vai passar...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma pequena pausa...



#Ostentação

Acabei de chegar da faculdade! XD
Essa foto é para mostrar meu deplorável estado de alegria muito mal visto pela maior parte da sociedade chata que diz que eu tenho que parecer triste e cansado na sexta-feira! #sótocansadoxD
Vim primeiramente agradecer o bonito do Danilo Fernando do Blog Oásis que me presenteou com esse livro precioso do Paulo Leminski - Toda Poesia, muito obrigado mesmo meu caro poeta *-* que já vi ser muito elogiado e citado pelo Jéssica Marques do Caramelo de Limão, outro bonito que amo tanto, que me presenteou com duas Obras do também escritor: Chico Buarque - "Budapeste" e "Leite Derramado" simplesmente pelo meu aniversário, que ainda nem chegou! XD
Já fazia algum tempo que não ganhava nenhum livro e senti muitas saudades disso, visto que, meu dinheiro tem limite e não tenho para comprar todos que quero... =(
Dou um beijo como agradecimento em cada um em hora oportuna! =B 
Como estou sem tempo para postar devido a Universidade, o trabalho e a zoeira venho colocar o blog em OFF por tempo indeterminado...
Sei que algumas pessoas ainda o leem e fico feliz quando elas comentam ou falam isso para mim quando me encontram na rua ou em qualquer lugar que eu esteja.
Espero que não dure muito tempo, mas espero que possa voltar ainda mais inspirado e disposto para escrever e inovar um pouco mais...
Agradeço do fundo do coração e peço que venham me visitar sempre que desejarem, o blog ficará ON e quando, de fato, voltar, passarei um rejunte em seu layout... ^_^
Continuarei a frequentar os blogs que acompanho, não se preocupem =)
Bom descanso a todos! E até a volta! =D
Abraços! ;P