Naquela noite houve muitas mensagens, ele a chamava pra que ele
pensava ser sua última conversa, a definitiva, tudo havia teria tido fim, a mão
vazia, o olhar fervido em brasa e tormento fitavam os olhos delas que animada
descia as escadas sem saber o que estava pra acontecer...
Naquela noite ambos andaram por aquelas ruas mal iluminadas pelos
postes, fazia frio, mas a conversa era acalorada, ele falou tudo o que queria,
expeliu de dentro de si tudo o que o matava, sua natureza mais turva exalava, o
ódio era sua única língua que saia a ensurdecedores odores do mais puro e
dilacerante toque de verdade, era um exorcismo em si mesmo, era libertador e
por fim um jarro vazio e quebrado. A menina que o acompanhava antes era
sorriso, depois ofensa, depois choro, por fim confusão, desculpas e compreensão.
Não se entendia nada sobre a vida e o sentido que ela tomaria,
pois a verdade, ele só queria sua companhia, seus ouvidos, talvez suas lágrimas,
seus desejos e anseios, suas palavras, e ele não sabia o que ela queria, mas
aproveitavam do que antes era briga e agonia que agora era uma agradável
conversa sobre tudo sobre suas vidas.
Desde histórias e admirações, céus estrelados, chorar como criança
e chás com bolacha que foram tomar ao final daquela noite fria.
E a partir de agora a narrativa sai de terceira pessoa e assumo o meu lugar de direito, pois adoro tal iguaria!
E a partir de agora a narrativa sai de terceira pessoa e assumo o meu lugar de direito, pois adoro tal iguaria!
Sentamos e conversamos um tanto mais, ela me perguntava se estava
melhor e eu que estava bem, só não queria voltar para aquela casa vazia que me
consumia meu sono e minhas energias. Ela me oferecia um colchão ao seu lado e
me dizia pra olharmos as estrelas enquanto a noite nos acariciava a pele pra
dormirmos um pouco para um novo dia.
Eu olhei para mim, olhei tudo o que havia, olhei para ela, e vi
tudo o que queria, e como uma situação invertida, quem, agora, desculpas pedia
era eu.
Ela aceitou sem saber do
que me referia.
Recebeu meu abraço, meu
olhar e o primeiro beijo que lhe daria.
Ela surpreendeu-se e me
beijou, nos beijamos, pela primeira vez, não houve outro antes e agora havia.
Dormi ao seu lado seu lado naquele dia, o que aconteceu ali
ficaria entre nós dois e a ninguém importaria, antes do amanhecer choveu,
lembro-me de olhar seu rosto nu, repousado sobre o travesseiro, tentando
entender por que desejava tanto beijar-lhe novamente...
A figura que me consumia morreu, meu ódio se extinguiu como se a
chuva apagasse desde a chama até o seu mais leve rastro e a felicidade de novo
me invadia, houve muito depois de tudo isso, mas isso eu contei aos pouquinhos
pra quem sabia ler o que escrevia.
E agora olhando há 6 meses atrás sinto a mesma alegria e a invasão de todos os sentimentos que completavam aquele jarro vazio e agora transbordava como um mar de harmonia, aqueles do primeiro
beijo, só que agora com eu te amo menina.
Diria eu, na minha habitual mania de achar, que é o só começo de
algo que vi começar, que vivo agora todos os dias, sem me preocupar com o amanhã,
pois amanhã que fará parte do agora será com você... =D

Te encontrei assim...sem querer e pela primeira vez em muito tempo o destino acertou e me trouxe algo bom.
ResponderExcluirParabéns!!!!
Muito obrigado Ana! Seja você quem for! (=
ExcluirSensacional, conferi as partes 1 e 2. Sem palavras, uma linda história de amor, numa época em que esse tipo de história quase não se vive mais. Mas quando isso acontece é algo divino, espetacular, pelo que se deve agradecer e lutar, a servir de exemplo aos sonhadores, de viver a realidade melhor que sonho. O mais incrível e tocante é o momento em que se sai do cálculo e se deixa ser simplesmente humano. Costumo dizer que "amar é quando a coragem é maior que todos os medos" e é isso que observo na história. A liberdade de ser e sentir, de deixar a emoção guiar e se render, ser quem se é, como e com o que se sente, como definiu Leminski "pode e leva além." Parabéns e toda a felicidade aos que se amam, no sonho e na vida.
ResponderExcluirHaha! Muito obrigado Danilo! Pelo carinho e dedicação de proferir tantas boas palavras a respeito do texto! Dou todo o crédito aos sentimentos que escreveram de fato esse texto sou apenas um sofredor e um abençoado por todos eles! Muito obrigado pela visita, LINDO! *--------*
ExcluirPedro você me surpreende cada vez mais :o Imaginava eu que aquela "parte 1" teria continuação, e uma continuação assim? Bom, vou correr ver a parte dois, mas antes vou falar que achei incrível a sua "transição" de 3ª pessoa, para 1ª ... Foi tão natural e me senti tão envolvida com essas palavras! Enfim... você é demais :D
ResponderExcluirObrigado Suzana! Como disse acima pro Danilo, é tudo por causa de todos os sentimentos que existiu esse texto, eles são a verdadeira arte por trás de quem as transcreve! =)
ExcluirSó deixa eu te perguntar uma coisa:
Qual ordem você leu o texto?
A ordem cronológica dele é:
Parte I - "Do que aconteceu a tempos atrás"
Parte II - "Um do seus dias mais Longos..."
Parte III - "Redenção!"
Haha! =D
Suzana dando uma de Jéssica e lendo tudo ao contrário :p
ExcluirVocê também leu na ordem errada menininho? =X
ExcluirEstes textos, não kk
ExcluirVish! Haha! =D
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