sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Quem sabe eu deveria ter nascido menina...


Quem sabe eu deveria ter nascido menina, quem sabe um cachorro que parece um pão todo enrugadinho, ou uma fruta, uma manga deliciosa. Sinto que minha alma, ou seja, o que sou sente uma imensa vontade de ser várias coisas.
Acho engraçado como pessoas reagem quando digo isso, por que nasci homem, mas minha alma não nasceu homem, meu corpo é de homem, e ela tomou forma de tal, o que significa que ela, ou eu, estamos homem e se um dia nos libertarmos, seremos alma novamente e depois... bom, depois eu não sei, mas acho graça nas tantas possibilidades desde uma astuta raposa a um cavalo selvagem, mesmo que talvez não existam mais...
As vezes, penso que meu amor devia ter nascido menino, as vezes é mais molequinho que eu. Ela também nasceu alma, eu acho, e como tal poderia ter sido também sido passarinho ou quem sabe um planeta vivo como o meu...
Quando estamos juntos, talvez não sejamos um menino e uma menina, talvez quando nos tocamos, não somos como dois sexos opostos, somos duas almas irmãs, talvez quando juntos brinquemos em algum lugar perto de nossos corpos sexuados, coisas que só almas fazem, sabe como é...

Talvez quando eu a abrace, talvez eu seja menina, e quando ela me abraça e ela seja menino, pois quem se abraça somos nós, almas, mas isso não nos importa somos qualquer coisa, mas o que não muda é que ainda sim:

Somos dois
e quem sabe um?

Quer me dar mais um beijo, meu amor?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Breve Intervalo...



Por hora,
procurarei retiro em mim,
pois,
se acho tenho certeza de algo
acho que devia ter achado mais,
e não tido certeza de quase nada...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Redenção! (Parte 3/3)



Naquela noite houve muitas mensagens, ele a chamava pra que ele pensava ser sua última conversa, a definitiva, tudo havia teria tido fim, a mão vazia, o olhar fervido em brasa e tormento fitavam os olhos delas que animada descia as escadas sem saber o que estava pra acontecer...
Naquela noite ambos andaram por aquelas ruas mal iluminadas pelos postes, fazia frio, mas a conversa era acalorada, ele falou tudo o que queria, expeliu de dentro de si tudo o que o matava, sua natureza mais turva exalava, o ódio era sua única língua que saia a ensurdecedores odores do mais puro e dilacerante toque de verdade, era um exorcismo em si mesmo, era libertador e por fim um jarro vazio e quebrado. A menina que o acompanhava antes era sorriso, depois ofensa, depois choro, por fim confusão, desculpas e compreensão.
Não se entendia nada sobre a vida e o sentido que ela tomaria, pois a verdade, ele só queria sua companhia, seus ouvidos, talvez suas lágrimas, seus desejos e anseios, suas palavras, e ele não sabia o que ela queria, mas aproveitavam do que antes era briga e agonia que agora era uma agradável conversa sobre tudo sobre suas vidas.
Desde histórias e admirações, céus estrelados, chorar como criança e chás com bolacha que foram tomar ao final daquela noite fria.
 E a partir de agora a narrativa sai de terceira pessoa e assumo o meu lugar de direito, pois adoro tal iguaria!
Sentamos e conversamos um tanto mais, ela me perguntava se estava melhor e eu que estava bem, só não queria voltar para aquela casa vazia que me consumia meu sono e minhas energias. Ela me oferecia um colchão ao seu lado e me dizia pra olharmos as estrelas enquanto a noite nos acariciava a pele pra dormirmos um pouco para um novo dia.
Eu olhei para mim, olhei tudo o que havia, olhei para ela, e vi tudo o que queria, e como uma situação invertida, quem, agora, desculpas pedia era eu.
 Ela aceitou sem saber do que me referia.
 Recebeu meu abraço, meu olhar e o primeiro beijo que lhe daria.
 Ela surpreendeu-se e me beijou, nos beijamos, pela primeira vez, não houve outro antes e agora havia.
Dormi ao seu lado seu lado naquele dia, o que aconteceu ali ficaria entre nós dois e a ninguém importaria, antes do amanhecer choveu, lembro-me de olhar seu rosto nu, repousado sobre o travesseiro, tentando entender por que desejava tanto beijar-lhe novamente...
A figura que me consumia morreu, meu ódio se extinguiu como se a chuva apagasse desde a chama até o seu mais leve rastro e a felicidade de novo me invadia, houve muito depois de tudo isso, mas isso eu contei aos pouquinhos pra quem sabia ler o que escrevia.

E agora olhando há 6 meses atrás sinto a mesma alegria e a invasão de todos os sentimentos que completavam aquele jarro vazio e agora transbordava como um mar de harmonia, aqueles do primeiro beijo, só que agora com eu te amo menina. 

Parte 1                                                                   Parte 2

Diria eu, na minha habitual mania de achar, que é o só começo de algo que vi começar, que vivo agora todos os dias, sem me preocupar com o amanhã, pois amanhã que fará parte do agora será com você... =D

Um de seus dias mais longos... (Parte 2/3)




Estava calor naquele dia, o céu rasgava-se em rios de cores, em tons de vermelho, laranja, rosa e finalmente o azul do céu de fevereiro, nessa ordem, os sorrisos do verão ainda eram quentes, mas nos olhos do rapaz, estavam mortos e o sorriso seco, tudo era preto e branco, achava muito bonito o contraste mais a ausência de cor era a falta de vivacidade e o frio lhe corria pela espinha, mesmo aos 27 º graus que naquela manhã fazia.
Seu andar era uma marcha, um funeral sem padrinhos, sua coroa de flores eram as que se viam pelas janelas em vasos artificiais, tanto quanto seu bom dia, que há muito tempo tirou a expressão gélida de estranhos que sempre achava pelo caminho... Agora gélidas eram as alças de seu terno emadeirado que ninguém segurava, carregava sozinho, com o peito carregado de lágrimas, os olhos enxutos de mágoa e a respiração pesada alimentava a figura cadavérica que o segurava pelas correntes rezando sua maldição e seus pecados pelo caminho até o trabalho, onde horas de desespero o esperava...
Ao chegar, não fez nada de diferente, fez tudo o que costumava realizar na sua rotina, sentou em algum lugar, pois ninguém ali lugar tinha, olhou rodar do ponteiro e a vida rodar ligeira a sua vista...
Seu velho patrão perguntava de uma pessoa que ele não sabia como estava e envolto numa espiral de vergonha, raiva e fome respondeu do jeito que podia, retirou-se da sala e no banheiro lavou do rosto todas as lágrimas invisíveis que tingiam a pele de vermelho e que ao tocar o chão faziam brotar todas as rosas e todos seus espinhos que ele passava ao voltar, rasgando suas roupas, pele, sentidos, menos o silêncio de sua alma e a hora que não passava, não tinha vontade de ligar, só queria se perdoar por ser tão egoísta e ser perdoado por ser tão humano...
_Deus prometo te visitar assim que possível, eu não pretendo morrer ainda, mesmo que essa dor que sinto agora seja pior, talvez em minha ignorância, uma das piores do mundo...
Assim como um bom funcionário, passou longas 8 horas acompanhado da mais torturante companhia: sua consciência e aquele celular que não mais tocava, seu pior pesadelo, criaram forma e tornou-se situação, realidade, dor e despedida...
Voltou pra casa e a água pelo rosto lhe escorria, como se batesse na carne escorria-lhe a sujeira, mas não alcançava seu espírito, ele não estava mais lá, ele só era sobrevivência, ele não queria mais estar ali, e a água quente escorria, o perfume de gritante agonia evaporava de se corpo. Vestiu-se. Alimentou-se. Calçou-se. Assistiu a uma aula de Cálculo. Nada além existia. No intervalo saiu andar, não conseguia ficar, seu demônio consumia pele, paz, ar, vida, lucidez, era um alto preço a pagar pela própria estupidez de viver sem querer sacrificar nada pra ser feliz, era sua filosofia, mas não sua prática.
Ele gritou uma vez na rua, alguém ouviu, e chorou, era ele mesmo que observava longe dali, onde escolheu vigiar sua caminhada vazia...

De repente, como poucas vezes se viu seu corpo queimava, mas não de vida, era ódio, sabia quem procurava, sabia o que queria dizer, sabia que ia explodir, possivelmente ia morrer, mas acima de tudo, precisava que a mesma pessoa, a mesma a quem estendeu-lhe a mão e o guiou para um caminho que completamente desconhecia soubesse de sua dor e curasse seu sofrimento.
Egoísta, furioso e mais confuso do que nunca, partiu em busca de vingança, choro, talvez quem sabe um ombro amigo, talvez, simplesmente, redenção...

Parte 1                                                            Parte 3

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Apenas algumas linhas sobre algo muito bom...



As vezes a calma da sua mente
Mente para meu corpo fraco
e calmamente você
me da um beijo almo
Me ressuscita
e cita, meu amor, nos lábios seus...


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Eu, aqui, de fora da Terra...



Olhei de várias perspectivas a esfera azul que de longe se avistava de onde estava na galáxia, como um colecionável inestimável, daquelas bolinhas de gude que nunca se joga só se mostra pra atentar o inimigo pra ganhar os seus melhores tesouros redondos. Um azul quase que celestial recortado pelo branco das nuvens permitia dizer aquele que não vivia naquele planeta que ali o céu existia. Mas isso foi há muito tempo atrás, nela, nos dias de hoje, se enxerga a vida que da terra brotou e nos meus olhos emerge em forma de plantas, animais, humanos em naves espaciais, a terra morreu, eles mataram seu lar.
           Acabou da maneira mais bonita, um espetáculo de luzes por todas as partes, como se anjos de luz erguessem por todas as partes, levando suas graças a todas as partes, porém esses anjos foram os humanos que fizeram, esses anjos garantiam a paz em seu mundo e hoje eles trouxeram sua completa destruição...
Eles a mataram e agora eles pousam em meu planeta, pedindo, por favor, água, comida, e um lugar pra morar e mais tarde, implantarão a guerra, sua religião oficial, abençoada pelos seus anjos de metal e seus sonhos de paz ameaçadora... os terráqueos, provavelmente, não aprenderam a viver em paz, que o azul de seu planeta é o mais bonito e não vão permitir que meus filhos aprendam...
Adeus azulzinha, quem sabe um dia, quando tudo voltar a ser como antes, eu possa te ver de novo, azul, cor dos meus sonhos de paz...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Poemas Sobre Qualquer Coisa: Entre Dinossauros, Cigarros e Computadores



Sou de uma época
onde dinossauros comandam a terra,
apesar de poucos deles saberem usar,
de fato,
computadores, mas
sempre podem subjugar
alguém para que o faça,
eles detêm a "força" para isso.
Os submissos
por sua vez
estão envoltos na fumaça
dos cigarros,
sua saída para a ansiedade,
o estresse e a frustração
de árduos dia após dia
sendo predados para saciar
a fome desses gigantes pré-históricos...
Sim,
sou de uma época
onde pouca coisa faz sentido
e que alguns, se não muitos,
sequer
entenderam o que quis dizer... 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ohm...



Minha casa é meu templo.
Desculpe por tê-lo deixado a assim por tanto tempo, não era assim que deveria ser, eu me importo com a organização do meu ser e te deixei assim, como se tivesse sido abandonado, um lugar só para dormir acordar, comer alguma coisa e deixar as sujeiras encostadas num canto qualquer. Eu já sentia a paz que habitava naquele lugar tinha sido encoberta pelas crostas de poeira e os seres que por ali circulavam já entravam dentro de mim e me protegiam daqueles outros que eu deveria não deixar entrar, me desculpe.
Tenho tido pouco tempo e muita indisposição, porém, quanto mais eu procrastinava mais indisposto ficava, como uma doença que vem da alma e afeta o corpo e varre as energias.
Vesti minhas mais humildes vestes, cobri-me de coragem, e sobre o véu da noite mais fria dei-me a tarefa de limpar todo aquele lugar que chamo de lar. As mãos doíam pelo frio, e as mãos já vermelhas e enrugadas pela umidade e vermelhas pela tarefa de esfregar toda aquele chão, coloquei-me vezes e vezes a limpar aquele lugar que a tempos precisava de cuidados, assim como eu que a alma já inquieta gemia a cada avanço de sabão.
Quando terminei, meu corpo inteiro doía, sentia fome e frio e vontade de dormir, porém ao me deparar com toda aquela harmonia que aquele lugar transmitia, pude sentir novamente a paz que inundando meu mundo e meu espírito refez-se de novo das cinzas...
Eu sou um templo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

É...



Aquele que se dedica muito
e espera tão pouco
é o mesmo que a mão sangra 
pelo esforço
e aguarda ansiosamente
apenas um: "muito obrigado"
Que desloca-se por distâncias
caso necessário
esperando talvez
um "fiquei preocupado"
Desses que se dão
por inteiro
desses que vivem menino
e vivem amando
que obtém as conquistas
 mais valorosas
e os mais dolorosos
 adeus.

domingo, 11 de agosto de 2013

Um dia...



Embalado num ritmo frenético das discotecas e das pistas cheias de vida, onde se colocava-se toda sua essência nos movimentos e na expressão como se sua vida dependesse disso ou quem sabe se a dança fosse o gesto mais libertador e o grito mais ensurdecedor que você conseguisse exprimir diante do seu dia-a-dia corrido, com suas calças com bocas de sino, com suas roupas coloridas, os passos engraçados e ritmados, toda aquela liberdade de algo nunca experimentado, toda a noite.
Sem julgamentos ou certos e errados, aquele espaço onde todo o piso piscava, o globo girava e as grandes vozes do dance brilhavam faziam elevar a alma de qualquer um que ali se ariscava envolver na magia daqueles anos, o mundo era seu até a festa acabar...
O groove, o dance, o funk norte-americano, sinto falta de tudo aquilo, pois tenho vontade novamente de me jogar nessa massa viva que eram os clubes, onde tudo se misturava nos ritmos e a liberdade era cantada com o corpo de todos, onde a alegria antes de tudo era aquilo que mais importava, o que valia a pena... que saudade que me da daquilo que nunca vivi...
Acho que só sinto falta de dançar novamente, de uma maneira que você só vai entender se realmente quiser dançar comigo, a nossa música...

Escutando: "Lose Yourself to Dance" - Daft Punk feat. Pharrell Willians