segunda-feira, 8 de julho de 2013

Eu, os outros e nós dois de conchinha




Dos dias que vivi ultimamente pude observar como a necessidade se encontra a cada esquina, a cada porta de restaurante, banco de praça, atrás de uma árvore da pracinha, do balcão de uma loja de ferragens...
Perdi a conta de quantas vezes para ajudar uma pessoa me desfiz de alguns poucos trocados que possuía no bolso furado da calça azul céu de maio para dar a essas pessoas um pouco de comer e algum pouco de meu tempo escutando pouco a pouco as histórias de sua vida e de como tinham chego até aquele momento e situação.
Cumprimentava-os e perguntava a essas figuras os seus nomes, e de tão surpresos quanto se recebessem uma notícia que o mundo agora vivia em uma paz verdadeira se emocionavam em me dizer como haviam sido chamados pelos pais que um dia tiveram, como se por muito tempo ninguém lhe tivesse feito tal pergunta e, por isso, talvez, esqueceram que tinham um. Sempre anoto em algum lugar seus nomes, para que fiquem gravados no meu viver a existência dessas pessoas que mal se enxerga no dia-a-dia.
Algumas outras só se sentiam alheias a qualquer coisa naquele espaço, atrás de seu balcão de vendas desempenhavam seus papéis atrás de seus crachás com seus nomes e fotos 3x4 com as faces mais infelizes do mundo e da rotina mecânica de passar as mercadorias no caixa e "Obrigado pela preferência, volte sempre". Dei algumas vezes de presente um sorriso gentil e palavras amigas pra essas pessoas que nunca fui num almoço de domingo em sua casa, e essas que nunca me convidaram pra dançar qualquer dia desses encontraram por um momento algum motivo pra sorrir naquele dia.
Me pego pensando as vezes o quanto e o que posso dar para as pessoas e que se eu estivesse no lugar delas elas me fariam o mesmo por mim...
Acho que faço por que quero mesmo, talvez esperando, ou não, que um dia alguém possa me ajudar também quando eu realmente precisar.
Acho que estou bem melhor agora, por sua causa, que sabe meu nome, que sorri para mim, que me abraça febril e que ama tanto quanto eu.

7 comentários:

  1. Não há quem seja, nem em seu íntimo, tão rico ou forte, que não precise de um sorriso grande ou de um abraço que comprima tudo o que tem em si.

    Ou há?

    Caramelo de Limão

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que por mais tolo que seja, não há!

      A menos que não seja mortal, mas dessas coisas de gente chata e eterna eu pouco entendo...
      Eterno nem a lembrança, mas importante enquanto seja!

      =DD

      Excluir
    2. Imortal... Acho que não são exatamente imunes a esse tipo de carência. Ser imortal deve ser solitário.

      Excluir
    3. Talvez a imortalidade, ao contrário do que se pensa, não seja uma benção, e sim, a uma das maiores maldições que se possa imaginar...
      Concordo com você, deve ser muito solitário ser imortal... =/

      Excluir
  2. O que você ganha por fazer o bem? Ter feito o bem! :D

    Fico feliz pela sua "mini volta", pq vc deu um "mini saída" haha Tenha uma boa recuperação >.< Bom... Acho que farei um pedido bobo, mas eu esperava pelo seu comentário no meu texto "O amor que eu acredito", e acho que você ficou mal e não pode ver >.< Mas enfim, se puder dar uma lida e deixar sua opinião vou ficar contente :D (como sempre fico com seus comentários, que mal sei agradecer ou retribuir) rs >.<

    Adolecentro

    ResponderExcluir
  3. Obrigado pelos desejos de melhora! Haha =D
    O fato de você aparecer só pra deixar um comentário nas postagens já é muito bom, não seja tola! Haha!
    A postagem em questão já conta com um comentário meu, agora é só conferir, espero que goste!

    =)

    ResponderExcluir