quinta-feira, 4 de julho de 2013

Retrato da Incompetência em 200 Palavras

 

Penso algumas vezes nos escritores de tempos atrás que só precisavam de mero montante tinta num pequeno recipiente e papiros ou folhas de papel pra fazerem história com apenas tão pouco. Mais tarde vieram as máquinas de escrever e a prensa e então boa parte do que se produzia em quartos escuros, cheios de rascunhos, impregnados com o cheiro de cigarros, doença e lençóis que exalavam volúpia em demasia ou excesso de solidão era imortalizada em volumes que seguiam para várias partes do país, continente e o mundo afora. Eu estou agora sentado diante de uma das maravilhas da modernidade que não necessita de papel e tinta, nem da prensa ou da tuberculose para escrever, mas mesmo assim acho por diversas vezes que a dificuldade ou a paixão que os motivava era mais viva e verdadeira da que tenho agora.
Pensei muitas vezes no significado das grandes obras da literatura, sendo elas ou não de épocas tão passadas quanto o velho testamento ou velhas quanto uma fruta podre. Elas são tão reconhecidas por serem pioneiras? Por serem únicas? Ou por serem realmente um deleite de prazer? Acho que as vezes me falta é vontade de escrever e me sobram desculpas..

4 comentários:

  1. Eu já pensei nisso, sabe... Cheguei a conclusão que sim ela são um pouco de tudo! Mas acho que elas eram só meras obras antigamente, e existiram outras que foram até esquecidas... O valor está no tempo

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  2. E se o tempo não existir, na verdade? O que você me diria disso?

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    1. Como assim se o tempo não existir? ;o

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    2. Minha pesquisa da faculdade é sobre as várias concepções sobre o tempo, inclusive algumas teorias que provam logicamente a inexistência do tempo! Haha =D
      Mas isso é só uma coisa que me veio na cabeça na hora! xD

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