sexta-feira, 9 de agosto de 2013

PAZ


Num minuto nada havia
Em seguida tudo existia
Estava em um barquinho de papel
No meio de um lago
Eu não era eu
Eu era chama
A chama da vela do barco
A chama da minha existência
Ouvia sons de sinos
de vários deles
Uns mais altos
Outros mais baixos
e a cada badalada
a água ondulava
o barquinho flutuava
e eu vibrava 
como o ar e como a água
o universo era um só
estava tudo conectado...
Quando acordei
meu corpo ainda vibrava
no fundo eu sei
que aquele lugar
era parte daqui...

2 comentários:

  1. Me lembrou um trecho do livro O Mundo de Sofia, onde Sofia toma um liquido vermelho (ou era azul?) que ganhou de Alice (sim, aquela do país das maravilhas) e viu tudo ao seu redor (no meio de uma floresta), como se fosse parte dela... Isso tudo para explicar o pensamento do romantismo ... ;o haha

    Por outro lado também pensei em uma chama que está acesa em nós no meio de um infinito oceano querendo nos apagar...

    Adolecentro

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  2. Muito bonita sua visão Suzana, quem sabe essa postagem fale sobre do que cada um de vocês enxergariam estando nesta situação? =D
    Ou de algo totalmente oposto? Haha

    Abraços!

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