sábado, 23 de agosto de 2014
Ibaiti
Andava pelo passeio público, coisa que a tempos não fazia. Quando as pernas denunciaram o cansaço, que o corpo todo sentia, estacionei próximo a uma farmácia, sobre uma das placas que indicavam as ruas, previamente entortadas por pontapés recheados de algum sentimento ruim. Só paz naquele instante.
De longe avistei uma placa que dizia, modo de falar pois não ouvi nenhuma palavra: Estacionar permitido 15 minutos. 15 minutos. Comecei a observar então todo o ambiente ao redor...
Os pássaros não voavam, planavam levemente no ar como se uma mão invisível os segurassem brincando com eles no ar. As árvores balançavam calmamente com belos tons de verde de blusas de camurça e as nuvens pareciam pequenos punhado de claras em neves derramados por acidente na imensidão azul. 15 minutos. As pessoas iam e vinham:
_ Bom dia! - expressava-me com um sorriso e este raramente não era respondido por pelo menos um leve gesto de cabeça e um sorriso ora tímido, ora tenha um bom dia também!
Os carros já saiam dando lugar a outros clientes, com diferentes carros, pessoas, necessidades, histórias, 15 minutos.
Olhando essa velha cidade me lembrei de muitas coisa que fiz enquanto passava naquela mesma esquina, da qual me permiti ficar parada ali uma única vez quando ainda não existia limite de tempo. Ali vi o agora acontecendo e o passado passar do outro lado da rua, me olhar, desviar o olhar, coçar a cabeça, provavelmente pensar em várias coisas, atravessar, olhar os carros, olhar a mim de novo, e seguir seu rumo enquanto eu saia da minha vaga, sair da visão do passado, voltar pro agora, alguém vai estacionar aqui não posso ser egoísta, afinal são apenas 15 minutos.
Fiquei pouco tempo, não sai o mesmo.
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Muito lindo! Bem-vindo de volta!
ResponderExcluirObrigado Linda! Seja sempre bem-vinda! =P
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